Já está circulando a piada de corintiano chegando para o freguês sãopaulino : "CPF na nota?". Impressionante o bloqueio emocional que se abateu sobre o time tricolor ontem. Parecia que o time estava triste, apático diante da expectativa de "Hoje termina o tabú", 3 anos e 11 jogos depois. No outro jogo em que o São Paulo levou um vareio de bola do Corinthians, no primeiro turno, o drama foi parecido: um time xôxo, com um buraco no meio de campo, vendo os adversários se multiplicando na frente da área. Sem mencionar o Elias, sempre ele, que já deve entrar rindo em campo quando o jogo é contra o São Paulo.
Não deixa de haver uma justiça poética nessa freguesia, que começou exatamente no pior ano da história do Corinthians, em 2007. Houve naquela época o impedimento da antiga diretoria contiana e assumiu Andrés Sanchez, que não acerta duas concordâncias na mesma frase mas cercou-se de gente muito boa e qualificada para botar ordem na casa, o que foi fazendo no decorrer dos anos. O São Paulo ganhou três Campeonatos Brasileiros no mesmo período e começou a sentir-se no paraíso. De lá para cá, as coisas começaram a se inverter, basta ver a quantidade de revézes que o São Paulo colecionou em relação à diretoria corintiana. Andrés Sanchez vocifera que a sua única derrota política para o inacreditável Juvenal Juvêncio foi a eleição do Clube dos Treze (que lhe valeu até um estádio, êta derrota maravilhosa). A derrota mais dolorosa, sem dúvida, foi a da Copa do Mundo. Juvenal, o hábil, o visionário, acreditou na palavra dos políticos paulistas,jurando fidelidade eterna ao Morumbi. Foi só o assunto chegar no horário eleitoral que todos acorreram ao Andrez proclamando o Itaquerão, a salvação da lavoura. Resta ao tricolor transformar o Morumbi em casa de shows. Quem lê essa postagem pela primeira vez deve pensar que eu sou corintiano, não é mesmo? Não sou não. Mas acho que há uma certa ironia de Juvenal Juvêncio terminar seu melancólico segundo mandato encastelado, com acessores pífios e esvaziados por seus arroubos e interferências, colecionando derrotas no campo e fora dele para o arquirrival. Lembra José Serra tentando ganhar a eleição sozinho, no peito e na raça, enquanto Aécio já costurava os acordos pós derrota. Eu sou o mais qualificado, gritava Serra. Somos o clube com melhor estrutura, balbucia Juvenal. O mundo está mudando rápido, gente, sobretudo para quem não consegue se debruçar sobre os própios erros e refletir. Quem sabe, até corrigir a rota que está errada.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Juvenal
Juvenal Juvêncio é o atual presidente do São Paulo Futebol Clube. Tem uma daquelas psiques difíceis para Freud explicar, porque quando Diretor de Futebol, coleciona glórias para o clube, na era Telê Santana e nas conquistas de 2005. Quando chega à presidência do clube, os resultados não são os mesmos. A sua atual presidência está chegando perto do catastrófico, depois de um primeiro mandato melhor, quando bancou teimosamente Muricy Ramalho e foi campeão brasileiro depois de primeiros semestres ruins. Costumo dizer que ele é uma mistura de Paulo Francis com Hugo Chaves. Dos dois tem a humildade e a habilidade política, além da impostação de voz do Paulo Francis, o tom solene e teatral de se dirigir à mídia. Hoje ele tornou o São Paulo uma unanimidade: brigou com a Federação Paulista, a CBF, a FIFA e se bobear, vai romper com Barack Obama e Lula. Queria contratar Dunga, um técnico com a mesma capacidade política e de conciliação que a dele. Nenhum clube grande ou pequeno de São Paulo joga no Morumbi, pois ele conseguiu, com suas colocações oportunas e ponderadas aglutinar a todos contra o estádio que, depois de décadas de deficit, estava dando lucro. O São Paulo jogou com o ridículo patrocínio do Criança Esperança no igualmente ridículo desempenho do time ontem, jogando como o União São João de Araras uma semifinal de Libertadores. Lembra o Barcelona, "patrocinado" pela UNICEF para fazer um mundo melhor.Sabe por que? Porque ninguém quer pagar as suas cifras de patrocínio e ele não vai ficar atrás do arquirival Corinthians. Recusou propostas milionárias por Hernanes e Miranda, agora vai ter que vendê-los na liquidação de saldos e retalhos. Tudo isso por que? Pela mesma característica de empáfia, arrogância e dificuldade de empatia humana. O senhor JJ em algum momento se convenceu que dirige um Real Madrid brasileiro, que ele e seu clube são muito bacanas e não precisam de ninguém. Espero que o São Paulo resista e sobreviva à sua gestão ruinosa.
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