Ontem estava num Shopping fazendo hora quando a loja de eletrodomésticos despencou em dezenas de telas de LED as imagens dos caixões chegando no estádio da Chapecoense, Chovia forte e as gotas de chuva se misturavam com as lágrimas das pessoas nas arquibancadas. Familiares abraçavam os caixões, com olhares ocos e cansados. Pensei que eu mesmo já estava cansado de ter passado a semana enterrando os mortos e ouvindo os relatos médicos sobre os poucos sobreviventes. Soquei o ar no carro quando soube que o lateral Alan Ruschell tinha mexido os seus dedos, após cirurgia delicadíssima em sua Coluna. Isso sim foi um gol de placa. As famílias com as fotos dos caras que menos de uma semana antes estavam em campo no jogo morno e feio que deu o título brasileiro ao Palmeiras. Uma sensação clara do absurdo e da morte absurda.
Eu estava cansado das homenagens, das lágrimas sempre vindo ao ouvir e saber das histórias, como a estarrecedora imprudência e ganância que gerou a tragédia. A Chapecoense é um time pequeno, com orçamento apertado, assim como a LaMia, empresa boliviana cujo dono pilotava o jato sem combustível que se espatifou a poucos quilômetros de Medelin. Esse é o resultado de nossa moderna gestão, aumentar o lucro e diminuir os custos? Diminuir o custo a qualquer custo?
Existe, nas sessões de análise lacaniana uma técnica, do Tempo Lógico, em que a sessão é interrompida após uma Fala de extrema significância ser proferida. O corte abrupto e o silêncio que se segue jogam o analisando no meio de um grande desconforto. Não adianta se perguntar os porquês daquela interrupção. O que fica são as frases, os hiatos, as fendas do que se estava falando e como isso pode lançar o sujeito em outros significados. Para isso ele tem que tolerar o silêncio no meio de tanto barulho e tanta fala vazia intoxicando nossos ouvidos. Só assim podem surgir novas leituras, novos entendimentos.
Essa tragédia teve o efeito de um tempo lógico lacaniano: um time pequeno, de uma cidade pequena, todos de origem humilde e carreiras feitas em times de segundo escalão, finalmente chegavam a uma final de um torneio sulamericano, contra o campeão da Libertadores, de uniforme verde e branco como o dele. Era o grande momento de todos eles, da cidade, dos jornalistas da empresa que cobria esse campeonato esvaziado pelos cartolas da CBF. Tudo isso foi interrompido abrupta e violentamente. Depois da explosão, um terrível e cortante silêncio.
A maioria das pessoas começou a sentir a falta de pessoas que nem sabiam que existiam. O pequeno time, da pequena cidade, passou a ser o nosso xodó. Passou a representar todos os projetos inacabados, todas as perdas e as derrotas abruptas que nos deixam com as lágrimas misturadas às gotas de chuva. A morte prematura nos deixa com o gosto amargo do quase. As faixas proclamam a Chape campeã. Não foi. A Chape é a campeã das coisas inacabadas. Para nós, que ficamos e olhamos as imagens nas TVs dos shoppings, resta a tarefa de terminar o que foi interrompido e completar o incompleto. O silêncio é muito incômodo e, no meio dele há o absurdo. O absurdo nos convida à ação.
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domingo, 4 de dezembro de 2016
domingo, 26 de junho de 2016
O Resto é Silêncio
O livro “Psicologia Quântica” de Robert A, Wilson conta a parábola de um estudante do Zen que caiu na besteira de ler o livro “O Processo” de Kafka, onde havia uma pequena história dentro desse livro angustiante, que eu vou resumir aqui: “ Um homem chega à Porta da Lei, em busca de acesso. O guarda diz que, se esperar pelo tempo suficiente poderia, num futuro incerto, passar pelo portal. O homem espera e, nessa espera, vai envelhecendo. Tenta subornar o guarda, que aceita o seu dinheiro para que “não perca as esperanças”. Finalmente, ele fica velho e se pergunta por qual motivo só ele aguardava junto ao portal. O guarda lhe diz que aquela porta foi feita só para aquele senhor,que está muito velho para entrar por ela. E, agora, a porta vai se fechar para sempre. Ela se bate e o homem morre”. O estudante zen fica obcecado por essa parábola. Não consegue mais meditar nem pensar em nada. Finalmente, vai ao seu mestre e pede ajuda para entendê-la. O mestre aceita alegremente a tarefa, mas convida o aluno para entrar na sala de meditação. Ele acompanha o mestre, que, ao entrar na sala, bate a porta na sua cara. Ele experimenta o Despertar”.
Quem já estava perdido na primeira parte deve ter ficado pior com um Despertar que se dá quando alguém bate a porta na sua cara. Essas duas parábolas podem ter todo tipo de interpretação, inclusive a melhor de todas, que é não ter nenhuma interpretação. Eu converto as histórias em filme e fico apreciando as duas em sua fantástica ironia e espera, sem tentar nenhuma interpretose, essa doença dos analistas ou da mente analítica. No limite, as duas historietas indicam a insuficiência da mente analítica para decifrar a Verdade que se esconde dos controles do Ego. Mas como não pretendo nenhuma leitura definitiva, posso dar a minha, que não vai machucar ninguém.
A porta batendo na cara do aluno é uma passagem bem bonita. Representa a ausência de resposta como uma resposta profunda. O mestre se recusa ao papel de Mestre e lança o aluno para dentro do Silêncio. E, no silêncio, ele se ilumina.
Não gostamos de Silêncio nem do Vazio. Para nossa mente ocidental, as coisas, as ideias, as filosofias devem ser examinadas, testadas, explicadas até que tudo tenha um como e um porque. Não gostamos de silêncios nem de paradoxos. O mestre lança o aluno para dentro desse Vazio, porque é o vazio que nos ampara. E o silêncio que produz as respostas, ou os caminhos. Procuramos no Outro a orientação, a sabedoria, a fórmula infalível de sucesso e do bem viver. Por isso temos tantos gurus, coachs, guias e experts para dizer como e quando. Não sabemos o como e muito menos o quando, mas somos ótimos engenheiros de obras prontas. Podemos escrever tratados sobre o que e onde deu errado, mas não antevemos nem uma coisa nem outra.
O homem na Porta da Lei representa nossa espera pela autorização do Outro. Talvez seja um resíduo de nossa experiência primordial nos ciclos parentais, onde o mundo é determinado e controlado pelo Outro. Podemos existir a partir desse Olhar, durante um longo período de nosso desenvolvimento. O homem espera na porta da Lei que o Outro finalmente o autorize, como uma criança olhando para os pais em busca de aprovação. Ele morre sem saber que a autorização só poderia partir de si mesmo.
Um bom terapeuta acompanha seu cliente na experiência do Vazio. Esse é um assunto sério. O Vazio é percebido como Absurdo e Não Sentido, e muita gente adoece e morre nessa travessia. Uma paciente há alguns anos me trouxe um sonho em que nadava no mar na direção de uma ilha, junto com um amigo de seus filhos. Depois de muito esforço, conseguiu completar a travessia. O menino, não. Na vida real, ela atravessou um duro período de Depressão. O amigo de seus filhos não conseguiu, o que seu Inconsciente percebeu que aconteceria.
Demora muito para entendermos que há uma ordem emergente no meio do Caos. O monge se ilumina porque percebe essa Ordem Profunda, quando para de tentar entender o que não se pode entender. Difícil é esperar no meio da Incerteza.
Quem já estava perdido na primeira parte deve ter ficado pior com um Despertar que se dá quando alguém bate a porta na sua cara. Essas duas parábolas podem ter todo tipo de interpretação, inclusive a melhor de todas, que é não ter nenhuma interpretação. Eu converto as histórias em filme e fico apreciando as duas em sua fantástica ironia e espera, sem tentar nenhuma interpretose, essa doença dos analistas ou da mente analítica. No limite, as duas historietas indicam a insuficiência da mente analítica para decifrar a Verdade que se esconde dos controles do Ego. Mas como não pretendo nenhuma leitura definitiva, posso dar a minha, que não vai machucar ninguém.
A porta batendo na cara do aluno é uma passagem bem bonita. Representa a ausência de resposta como uma resposta profunda. O mestre se recusa ao papel de Mestre e lança o aluno para dentro do Silêncio. E, no silêncio, ele se ilumina.
Não gostamos de Silêncio nem do Vazio. Para nossa mente ocidental, as coisas, as ideias, as filosofias devem ser examinadas, testadas, explicadas até que tudo tenha um como e um porque. Não gostamos de silêncios nem de paradoxos. O mestre lança o aluno para dentro desse Vazio, porque é o vazio que nos ampara. E o silêncio que produz as respostas, ou os caminhos. Procuramos no Outro a orientação, a sabedoria, a fórmula infalível de sucesso e do bem viver. Por isso temos tantos gurus, coachs, guias e experts para dizer como e quando. Não sabemos o como e muito menos o quando, mas somos ótimos engenheiros de obras prontas. Podemos escrever tratados sobre o que e onde deu errado, mas não antevemos nem uma coisa nem outra.
O homem na Porta da Lei representa nossa espera pela autorização do Outro. Talvez seja um resíduo de nossa experiência primordial nos ciclos parentais, onde o mundo é determinado e controlado pelo Outro. Podemos existir a partir desse Olhar, durante um longo período de nosso desenvolvimento. O homem espera na porta da Lei que o Outro finalmente o autorize, como uma criança olhando para os pais em busca de aprovação. Ele morre sem saber que a autorização só poderia partir de si mesmo.
Um bom terapeuta acompanha seu cliente na experiência do Vazio. Esse é um assunto sério. O Vazio é percebido como Absurdo e Não Sentido, e muita gente adoece e morre nessa travessia. Uma paciente há alguns anos me trouxe um sonho em que nadava no mar na direção de uma ilha, junto com um amigo de seus filhos. Depois de muito esforço, conseguiu completar a travessia. O menino, não. Na vida real, ela atravessou um duro período de Depressão. O amigo de seus filhos não conseguiu, o que seu Inconsciente percebeu que aconteceria.
Demora muito para entendermos que há uma ordem emergente no meio do Caos. O monge se ilumina porque percebe essa Ordem Profunda, quando para de tentar entender o que não se pode entender. Difícil é esperar no meio da Incerteza.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Diablogs 2 Faça um pedido ao Silêncio
Essa série terá pequenos diálogos em "short cuts", com um diálogo entre duas personagens, uma delas em sofrimento.
A conversa continuou, claudicante.
- O que está te incomodando?
- Olha, com certeza me incomoda esse Silêncio. Eu peço, peço, peço e esse negócio que chamam de Deus é só silêncio. Isso está me dando muita raiva...
- E muito medo?
Hesitou um pouco antes de assentir. Sim. Estava com medo.
- Você me ajuda?
- Que tipo de ajuda você quer?
- Você me falou que aquela história de peça/acredite/receba não funciona.
- Não falei nada disso.
- Bom...Para mim não está funcionando, nada nada...
- Então ... Podemos começar daqui.
- Como assim?
- Você pode começar fazendo uma Lista de "Não Consigo".
- Não vai ser nem um pouco difícil fazer uma lista assim.
- Beleza...Então começa.
- Começo...Não consigo melhorar, não consigo sair daqui, não consigo parar de chorar, não consigo acreditar em nada...Quer mais?
- Quero.
- Não consigo me concentrar, não consigo parar de ter medo (interrompida por seus soluços).
Esperou que aquele choro de alguma forma se apaziguasse, antes de falar.
- Terminou?
(Enxugando as lágrimas)
- Posso ficar o dia inteiro aqui, listando o que eu não consigo.
- Mas essa amostra inicial já é um bom apanhado?
Sorriu dessa expressão, "um bom apanhado".
- Podemos começar com isso.
- Então feche os olhos.
Obedeceu, um pouco sem graça.
- Imagine um altar, na frente desse grande silêncio. Conseguiu?
- Um altar?
- Isso.
- Não consegui, não.
- O que você consegue ver?
- Consigo ver um grande vazio. Graaannnde vazio. Um nada.
- Do que você vai chamar esse nada?
- Olha, sem ofensa, vou chamar esse vazio de Deus.
Sorriu.
- É um bom nome para o vazio.
- Obrigada.
- Agora pegue uma cesta com todos os "não consigos' e coloca diante desse vazio.
- ...
- Pronto?
- Quase. Ficou faltando um "Não consigo". Dos grandes.
- Qual?
- Não consigo um namorado que preste (risos). Posso colocar?
- Claro.
- E agora?
- Agora faça um pedido ao silêncio.
- Qualquer um?
- Não. Peça para o silêncio tomar conta de todos esses "não consigos".
- Só isso?
- Só. Deixe tudo aí.
- ...
- Deixou?
- Deixei.
- Pode abrir o olho.
Esboçou um sorriso.
- Melhor?
- Melhor.
- Ótimo. Faça iso toda vez que ficar angustiada.
- Só isso?
- Por enquanto, só. Amanhã tem mais.
A conversa continuou, claudicante.
- O que está te incomodando?
- Olha, com certeza me incomoda esse Silêncio. Eu peço, peço, peço e esse negócio que chamam de Deus é só silêncio. Isso está me dando muita raiva...
- E muito medo?
Hesitou um pouco antes de assentir. Sim. Estava com medo.
- Você me ajuda?
- Que tipo de ajuda você quer?
- Você me falou que aquela história de peça/acredite/receba não funciona.
- Não falei nada disso.
- Bom...Para mim não está funcionando, nada nada...
- Então ... Podemos começar daqui.
- Como assim?
- Você pode começar fazendo uma Lista de "Não Consigo".
- Não vai ser nem um pouco difícil fazer uma lista assim.
- Beleza...Então começa.
- Começo...Não consigo melhorar, não consigo sair daqui, não consigo parar de chorar, não consigo acreditar em nada...Quer mais?
- Quero.
- Não consigo me concentrar, não consigo parar de ter medo (interrompida por seus soluços).
Esperou que aquele choro de alguma forma se apaziguasse, antes de falar.
- Terminou?
(Enxugando as lágrimas)
- Posso ficar o dia inteiro aqui, listando o que eu não consigo.
- Mas essa amostra inicial já é um bom apanhado?
Sorriu dessa expressão, "um bom apanhado".
- Podemos começar com isso.
- Então feche os olhos.
Obedeceu, um pouco sem graça.
- Imagine um altar, na frente desse grande silêncio. Conseguiu?
- Um altar?
- Isso.
- Não consegui, não.
- O que você consegue ver?
- Consigo ver um grande vazio. Graaannnde vazio. Um nada.
- Do que você vai chamar esse nada?
- Olha, sem ofensa, vou chamar esse vazio de Deus.
Sorriu.
- É um bom nome para o vazio.
- Obrigada.
- Agora pegue uma cesta com todos os "não consigos' e coloca diante desse vazio.
- ...
- Pronto?
- Quase. Ficou faltando um "Não consigo". Dos grandes.
- Qual?
- Não consigo um namorado que preste (risos). Posso colocar?
- Claro.
- E agora?
- Agora faça um pedido ao silêncio.
- Qualquer um?
- Não. Peça para o silêncio tomar conta de todos esses "não consigos".
- Só isso?
- Só. Deixe tudo aí.
- ...
- Deixou?
- Deixei.
- Pode abrir o olho.
Esboçou um sorriso.
- Melhor?
- Melhor.
- Ótimo. Faça iso toda vez que ficar angustiada.
- Só isso?
- Por enquanto, só. Amanhã tem mais.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Diablogs - 1 O Silêncio
Durante algumas semanas, vou publicar um folhetim eletrônico em forma de diálogos curtos, chamados Diablogs. Espero que os leitores apreciem.
" Percebeu-a muito crispada, à beira de lágrimas. Teve um impulso de perguntar de chofre o que havia, mas sabia que isso só iria fechá-la ainda mais. Esperou por um tempo, entrando em sintonia com a sua angústia e esperando a hora que falar fosse um movimento natural:
- Tudo bem?
- Tudo...
Tocou em sua mão, carinhosamente.
- Não está tudo bem, não é?
Fugiu-lhe uma lágrima antes que pudesse desviar da pergunta.
- O que foi?
- Acho que eu não consigo rezar.
(Esperou algumas lágrimas para perguntar).
- Conta para mim, como você está rezando?
- Eu ...(Assoando o nariz)Sei lá... Queria melhorar. Eu faço que nem aquele filme ensinou; Eu penso, peço, acredito, mas não consigo sair daqui nem melhorar, daí ...(Interrompida por um choro delicado).
- Daí você fica com raiva.
- Fico...Fico com muita raiva, mas ficar com raiva de quem, de Deus?
- Talvez você fique com raiva de você mesma.
Virou-se, com os olhos abertos e subitamente sem lágrimas.
- Você acha?
- Acho sim, claro. É como se ninguém te ouvisse, nem quisesse te atender, não é?
- É isso mesmo.
- Aí você acha que ninguém te ouve porque não merece ser ouvida, não é?
- E eu não mereço mesmo.
- Claro que merece.
Olhou para o lado com os olhos apertados.
- Quer que eu te ajude com isso?
- Quero sim.
- Que bom."
No próximo capítulo: "Faça um Pedido ao Silêncio".
" Percebeu-a muito crispada, à beira de lágrimas. Teve um impulso de perguntar de chofre o que havia, mas sabia que isso só iria fechá-la ainda mais. Esperou por um tempo, entrando em sintonia com a sua angústia e esperando a hora que falar fosse um movimento natural:
- Tudo bem?
- Tudo...
Tocou em sua mão, carinhosamente.
- Não está tudo bem, não é?
Fugiu-lhe uma lágrima antes que pudesse desviar da pergunta.
- O que foi?
- Acho que eu não consigo rezar.
(Esperou algumas lágrimas para perguntar).
- Conta para mim, como você está rezando?
- Eu ...(Assoando o nariz)Sei lá... Queria melhorar. Eu faço que nem aquele filme ensinou; Eu penso, peço, acredito, mas não consigo sair daqui nem melhorar, daí ...(Interrompida por um choro delicado).
- Daí você fica com raiva.
- Fico...Fico com muita raiva, mas ficar com raiva de quem, de Deus?
- Talvez você fique com raiva de você mesma.
Virou-se, com os olhos abertos e subitamente sem lágrimas.
- Você acha?
- Acho sim, claro. É como se ninguém te ouvisse, nem quisesse te atender, não é?
- É isso mesmo.
- Aí você acha que ninguém te ouve porque não merece ser ouvida, não é?
- E eu não mereço mesmo.
- Claro que merece.
Olhou para o lado com os olhos apertados.
- Quer que eu te ajude com isso?
- Quero sim.
- Que bom."
No próximo capítulo: "Faça um Pedido ao Silêncio".
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