Vou parar de incomodar os meus poucos seguidores desse blog com esse assunto. Foi ótimo escrever sobre o tema, me ajudou a organizar as idéias para a aula no Projeto Open, voltada para jovens cirurgiões plásticos, amanhã. Para finalizar essa série, vou voltar aos parâmetros de atividade e psique humana que emprestei da Cientologia no início desses textos: Doingness, Havingness e Beingness. Para que voltarmos a isso?
Agora pouco eu conversava com uma cliente, ex modelo que, de cabeça me citou meia dúzia de colegas com diversos graus de Transtornos Dismórficos Corporais. Uau. Realmente podemos estar diante de uma epidemia ( no caso das modelos, uma doença ocupacional?) A obsessão com a imagem, com O Havingness - quem tem o melhor corpo, quem é mais jovem, espelho, espelho meu, vai criando esse circuitos reverberantes de Preocupação-Ruminação-Obsessão que provocam tragédias de procedimentos desnecessários, depressões e afastamentos de pessoas bonitas, bem sucedidas, no auge da carreira, simplesmente pelo medo da feiúra, medo do ridículo, medo da exclusão. Bem sabemos que vivemos em uma sociedade onde o medo da exclusão é a moeda de troca para escravização de todos. Como abordar esses diferentes estágios de medo?
O médico precisa zelar pelo Beingness. Sabemos que a ênfase é no Doingness: "Eu vi os seios que você fez na minha amiga, ficaram lindos"; "Ouvi falar que o senhor é um verdadeiro artista". O paciente procura aparentemente por um Doingness,a destreza técnica do profissional, os resultados obtidos, o Fazer e o Ter do médico: qual o resultado, quantas pessoas conhecem, ele é famoso? Na hora do "vamo´ver", entretanto, o que vai estar em jogo é o Beigness: quem é o profissional, quanta tranquilidade vai conseguir passar, ele será um capitão do barco que vai zarpar no Pré Operatório e vai concluir a jornada na alta? O paciente quer Ser alguém, quer um médico que lhe transmita um Beingness. Quando ocorrem acidentes de percurso, como sintomas afetivos, ansiosos ou dismorfofóbicos, podemos resumir a abordagem nas "Quatro Nobres Verdades" a serem transmitidas ao paciente:
1a Nobre Verdade: "Há uma área do seu Cérebro que está hiperativa". Viu que legal? Substituimos o "É psicológico" ou o pior: "Isto é coisa da sua cabeça" por uma frase que dá ao paciente uma base orgâncica e não "imaginária" para o seu sofrimento. Já cansei de ver o paciente sair muito melhor do consultório só pela sensação de alguém sabe o que ele tem e o que fazer com aquilo;
2a Nobre Verdade : "A sua condição tem tratamento". Melhor ainda. A mensagem é mais clara ainda. Além do quadro ter uma base orgânica, ela é abordável clinicamente e o seu médico de referência pode ajudar, ou chamar alguém que ajude.
3a Nobre Verdade : "O Tratamento de sua condição consiste em reduzir o Hiperestímulo do seu Cérebro Emocional". Refinamos ainda mais a mensagem. Vamos frisar a estratégia dessas três mensagens:
A Olhe o problema de fora. Não é você que está pensando, é alguma coisa dentro de você que está te deixando hiperestimulado(a);
B Esses pensamentos são um sistema que se retroalimenta de si mesmo, precisamos cuidar disso para lidar com esses sintomas;
C Estamos (eu e você) capacitados para lidar com isso.
Genial, heim? O Beingness do médico e do paciente estão valorizados e prontos para debelar a crise. Finalmente:
4a Nobre Verdade: não é a Senda Óctupla do Budismo, mas a Senda Trina, a saber:
A Atenção Correta: preste atenção aos pensamentos até que eles vão diminuindo. NÃO BRIGUE COM OS PENSAMENTOS, NEM TENTE CONTROLÁ-LOS. Apenas preste atenção, até que eles vão encolhendo, aos poucos.
B Ação Correta; use medicamentos que diminuam o estado de hiperexcitação, como tranquilizantes que vão da Passiflora aos Benzodiazepínicos, além dos Inibidores da Recaptação da Serotonina.
C Esforço Correto: mude o foco de seus pensamento. É proibido ir ao espelho,cobrir o rosto, cutucar a ferida ou manipular a região objeto de preocupação. Faça coisa que lhe agradem, refocalize os pensamento, após praticar os passos anteriores da nossa Senda Trina.
Ufa, é isso. Uma boa aula para nós, então.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Cirurgia Plástica e Imagem Corporal
Para você que chegou agora, olhe as últimas 3 postagens, que falam sobre o tema de uma aula, ok? Obrigado. Do que falávamos mesmo? Ah, Imagem Corporal. Vamos nessa.
Na esquina de minha rua tinha um barbeiro, daqueles que cortavam cabelo com a navalha, o Ranulfo, carinhosamente alcunhado por nós de Pomba, pelo o que fazia em nossas cabeças. Quando o simpático mas algo tosco Pomba acabava os seus cortes de cabelo e finalmente mostrava a sua "obra" para a minha mãe, eu e meu irmão saudávamos o sucesso de seu corte com uma crise de choro. Evitávamos olhar para o espelho por algumas semanas, sem mencionar as gargalhadas que nos esperavam na escola. Escapamos por pouco de um Transtorno Dismórfico Corporal, pois todos os elementos da doença lá estavam à nossa disposição: mudança da imagem corporal, prejuízo da autoestima, medo do olhar crítico e do ridículo público. Quando um cirurgião mexe na aparência de uma pessoa, notadamente no nariz que é o ponto de equilíbrio ou de desequilíbrio de uma fisionomia, os primeiros contatos com o espelho são particularmente dramáticos, pois haverá uma fase inicial onde a imagem desse rosto vai ser reorganizada nas redes neurais do paciente. Nesse momento pode haver uma espécie de curto circuito ansioso, onde a pessoa não consegue se reconhecer naquela que está refletida no espelho. Esse "não sou eu" deve fazer o médico se sentir como o Pomba vendo as crianças aplaudindo o seu corte militar com choro e palavrões.
A Neurociência vem descrevendo nos últimos 20 anos a capacidade do Cérebro mudar os seus mapas e imagens mentais diante de mudanças na entrada e saída de informação, num fenômeno chamado Neuroplasticidade. Este processo permite ao paciente criar para si uma nova imagem, sem a experiência do sábio chinês Chuang Tzu, que sonhou que era uma borboleta e acordou sem saber se era um sábio sonhando ser uma borboleta ou se era uma borboleta sonhando ser Chuang Tzu. Apesar da estranheza inicial, o nosso Cérebro tem a capacidade de reorganizar a sua Imagem Corporal quase imediatamente quando a nova imagem aparece, sem imaginar -se uma borboleta, ou uma lagarta.
A cena do médico tirando as bandagens de um paciente, no momento de mostrar o resultado de uma cirurgia já foi bastante explorada pelo cinema e televisão, sempre como suspense se o paciente vai ou não aceitar o resultado, a nova face refletida no espelho. Esse é o momento crucial,onde a imagem que o paciente guardava de si vai ser modificada, remapeada em suas redes neurais. Uma reação catastrófica pode gerar um período de não reconhecimento da própria imagem, com todos os outros sintomas do Transtorno Dismórfico Corporal, como olhar obsessivamente para o espelho várias vezes ao dia, a preocupação obsessiva com o orgão operado até a tentativa de esconder a nova imagem com bonés, cabelo e barba ou até máscaras semelhantes às usadas por Michael Jackson. O trabalho de recuperação consiste em diminuir, com o uso de medicamentos e psicoterapia, essa reação catastrófica de não reconhecimento para o paciente poder fazer a sua reorganização de imagem corporal da melhor forma possível. Esse deve ser o pesadelo de um cirurgião plástico, o mesmo do barbeiro da esquina de minha rua. Mas é bom saber e orientar o paciente que se trata de uma doença que pode ser adequadamente tratada.
Na esquina de minha rua tinha um barbeiro, daqueles que cortavam cabelo com a navalha, o Ranulfo, carinhosamente alcunhado por nós de Pomba, pelo o que fazia em nossas cabeças. Quando o simpático mas algo tosco Pomba acabava os seus cortes de cabelo e finalmente mostrava a sua "obra" para a minha mãe, eu e meu irmão saudávamos o sucesso de seu corte com uma crise de choro. Evitávamos olhar para o espelho por algumas semanas, sem mencionar as gargalhadas que nos esperavam na escola. Escapamos por pouco de um Transtorno Dismórfico Corporal, pois todos os elementos da doença lá estavam à nossa disposição: mudança da imagem corporal, prejuízo da autoestima, medo do olhar crítico e do ridículo público. Quando um cirurgião mexe na aparência de uma pessoa, notadamente no nariz que é o ponto de equilíbrio ou de desequilíbrio de uma fisionomia, os primeiros contatos com o espelho são particularmente dramáticos, pois haverá uma fase inicial onde a imagem desse rosto vai ser reorganizada nas redes neurais do paciente. Nesse momento pode haver uma espécie de curto circuito ansioso, onde a pessoa não consegue se reconhecer naquela que está refletida no espelho. Esse "não sou eu" deve fazer o médico se sentir como o Pomba vendo as crianças aplaudindo o seu corte militar com choro e palavrões.
A Neurociência vem descrevendo nos últimos 20 anos a capacidade do Cérebro mudar os seus mapas e imagens mentais diante de mudanças na entrada e saída de informação, num fenômeno chamado Neuroplasticidade. Este processo permite ao paciente criar para si uma nova imagem, sem a experiência do sábio chinês Chuang Tzu, que sonhou que era uma borboleta e acordou sem saber se era um sábio sonhando ser uma borboleta ou se era uma borboleta sonhando ser Chuang Tzu. Apesar da estranheza inicial, o nosso Cérebro tem a capacidade de reorganizar a sua Imagem Corporal quase imediatamente quando a nova imagem aparece, sem imaginar -se uma borboleta, ou uma lagarta.
A cena do médico tirando as bandagens de um paciente, no momento de mostrar o resultado de uma cirurgia já foi bastante explorada pelo cinema e televisão, sempre como suspense se o paciente vai ou não aceitar o resultado, a nova face refletida no espelho. Esse é o momento crucial,onde a imagem que o paciente guardava de si vai ser modificada, remapeada em suas redes neurais. Uma reação catastrófica pode gerar um período de não reconhecimento da própria imagem, com todos os outros sintomas do Transtorno Dismórfico Corporal, como olhar obsessivamente para o espelho várias vezes ao dia, a preocupação obsessiva com o orgão operado até a tentativa de esconder a nova imagem com bonés, cabelo e barba ou até máscaras semelhantes às usadas por Michael Jackson. O trabalho de recuperação consiste em diminuir, com o uso de medicamentos e psicoterapia, essa reação catastrófica de não reconhecimento para o paciente poder fazer a sua reorganização de imagem corporal da melhor forma possível. Esse deve ser o pesadelo de um cirurgião plástico, o mesmo do barbeiro da esquina de minha rua. Mas é bom saber e orientar o paciente que se trata de uma doença que pode ser adequadamente tratada.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Transtorno Dismórfico Corporal
Para quem está pegando o bonde andando, essa é a terceira postagem a respeito de uma aula que vou dar em uma Jornada de Cirurgia Plástica daqui a uma quinzena. O tema principal da aula está no título acima. Apesar de ser um Transtorno relativamente raro de se ver no consultório de um psiquiatra, não é tão difícil de cair nas mãos de cirurgiões plásticos, podendo representar de 6 a 15% dos casos que vão procurar avaliação. O quadro se caracteriza pela preocupação excessiva com um defeito, real ou no mais das vezes imaginado da aparência que causa um desconforto significativo na vida do paciente e mais ainda no coitado do cirurgião plástico que tropeçar num caso desses. O fato é que mesmo que o defeito realmente ocorra, o paciente se apresenta com uma preocupação desproporcional em relação ao mesmo. Esse transtorno, portanto, não tende a diminuir, mas, pelo contrário, tende a aumentar em uma sociedade pautada pelo culto à aparência como forma de aceitação e inserção social (quando escrevo isso, lembro de uma propaganda de roupas masculinas que tinha o slogan: "O mundo trata melhor quem se veste bem", com várias mulheres cercando um nerd bem vestido. Veja que tudo é uma questão de marketing. Se você nascer em um país islâmico, o slogan será "Seja um homem bomba e receba 27 virgens no paraíso"; ou, em um país ocidental: "Tenha boa aparência e amplie suas oportunidades de acasalamento"). O termo antigamente utilizado para este transtorno era Dismorfofobia. O nome está errado porque situa essa doença em uma Fobia da feiúra, ou medo exagerado de se ter uma aparência ruim ou repulsiva. As Fobias são quadros de medos irracionais e exagerados de coisas que normalmente não representam ameaça à média das pessoas. Lembro de um paciente de um metro e noventa, de causar medo na tropa de choque da Mancha Verde que se encolhia de medo ao cruzar com uma lagartixa em seu caminho. Ele sabia perfeitamente que seu medo nada tinha de racional, mas, mesmo assim, evitava situações ou lugares onde houvesse uma lagartixa. O Transtorno Dismórfico Corporal se insere no Espectro dos Transtornos Obsessivos Compulsivos, onde uma preocupação vai virando uma idéia recorrente, uma idéia recorrente vira uma idéia sobrevalorizada, que vira uma idéia obsessiva até que toda a experiência de uma pessoa se organiza em torno dessa idéia. Isso não é, apenas, uma fobia de lagartixa ou de ficar com o cabelo oleoso. É um quadro em que a idéia sobrevalorizada pode adquirir uma tal monta que a pessoa termine atentando contra a própria vida pela sensação de estar sendo observada e ridicularizada por todos. Apesar dessa gravidade, há vários recursos a se utilizar antes do quadro ficar muito grave. Vamos falar mais sobre isso nas próximas postagens.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
O dia em que o Psiquiatra encontra o Cirurgião Plástico
Depois de muito tempo fui convidado para apresentar um tema numa jornada de Educação Médica Continuada, graças a um bom amigo, Dr Ronche Ferreira, um dos mais importantes cirurgiões de Nariz de nosso país e que teve a feliz idéia de juntar Cirurgiões Plásticos em formação para ouvirem o que um psiquiatra ensinaria sobre o Transtorno Dismórfico Corporal, um assunto que causa verdadeiro horror entre os colegas, pois muitos desses quadros são desencadeados ou agravados por procedimentos cirúrgicos em Cirurgia Plástica, 50 por cento dos casos em Cirurgias Estéticas de Nariz. Nesse transtorno, o paciente fica com autêntico horror do resultado da cirurgia e da nova imagem de seu rosto, não conseguindo mais reconhecer-se e querendo de volta a imagem anterior. Vou aproveitar desse blog para preparar a tal aula, o que espero que interesse a todos, não só os profissionais da área.
Acho pessoalmente que as melhores aulas são medidas pelas dúvidas que despertam, não necessariamente pelas respostas que podem, ou não, oferecer. Vou começar então com a primeira dúvida que essa aula me provocou: onde se encontram o Psiquiatra e o Cirurgião Plástico? Vou me socorrer com um autor muito inusitado: L. Ron Hubbard, criador da Scientology, uma seita religiosa que congrega alguns famosos, como Tom Cruise e John Travolta. O autor é inusitado porque os membros dessa religião são conhecidos pela perseguição a quem discorde ou fale mal de seus métodos, o que acaba gerando suspeitas de fanatismo e manipulação de pessoas, mas isso não vem ao caso desse blog. Um trecho desse autor me interessa, que é a descrição das Esferas do Ser em três setores de Vida: Doingness, o que você faz, Havingness, o que você consegue obter ou possuir e Beingness, o que você é ou consegue ser. Lembrei dessa classificação porque ela é muito esclarecedora antes de se fazer uma Cirurgia Plástica: tudo gira muito em torno de Doingness, qual a técnica, a abordagem cirúrgica para se chegar em um Havingness, qual bumbum, ou nariz, ou cintura a pessoa vai possuir ao final do procedimento. O que fica debaixo do tapete ou da maca do consultório é o que pouco se fala, mas é francamente decisivo para o sucesso da cirurgia: o Beingness, ou seja, qual é a Identidade, a Autoimagem do paciente que vai ser mexida pelos bisturis e quais consequências trarão para esse senso de Ser que tanto pode levar o paciente para o psiquiatra quanto ao cirurgião plástico. Temos então uma primeira resposta para a nossa pergunta: onde se encontram o Cirurgião Plástico e os Psiquiatra : aí mesmo, nesse ponto de Ser - no Beingness, na capacidade de se ver como Alguém que o paciente pode ou não ver afetada por uma cirurgia ou um medicamento com ação no Sistema Nervoso.Aí o profissional que cuida do mundo interno pode ajudar, ou ser ajudado, pelo profissional que cuidará da estética, da beleza e do senso de Identidade e Autoestima do paciente. Vamos aprofundar esse tema em nossas próximas postagens.
Acho pessoalmente que as melhores aulas são medidas pelas dúvidas que despertam, não necessariamente pelas respostas que podem, ou não, oferecer. Vou começar então com a primeira dúvida que essa aula me provocou: onde se encontram o Psiquiatra e o Cirurgião Plástico? Vou me socorrer com um autor muito inusitado: L. Ron Hubbard, criador da Scientology, uma seita religiosa que congrega alguns famosos, como Tom Cruise e John Travolta. O autor é inusitado porque os membros dessa religião são conhecidos pela perseguição a quem discorde ou fale mal de seus métodos, o que acaba gerando suspeitas de fanatismo e manipulação de pessoas, mas isso não vem ao caso desse blog. Um trecho desse autor me interessa, que é a descrição das Esferas do Ser em três setores de Vida: Doingness, o que você faz, Havingness, o que você consegue obter ou possuir e Beingness, o que você é ou consegue ser. Lembrei dessa classificação porque ela é muito esclarecedora antes de se fazer uma Cirurgia Plástica: tudo gira muito em torno de Doingness, qual a técnica, a abordagem cirúrgica para se chegar em um Havingness, qual bumbum, ou nariz, ou cintura a pessoa vai possuir ao final do procedimento. O que fica debaixo do tapete ou da maca do consultório é o que pouco se fala, mas é francamente decisivo para o sucesso da cirurgia: o Beingness, ou seja, qual é a Identidade, a Autoimagem do paciente que vai ser mexida pelos bisturis e quais consequências trarão para esse senso de Ser que tanto pode levar o paciente para o psiquiatra quanto ao cirurgião plástico. Temos então uma primeira resposta para a nossa pergunta: onde se encontram o Cirurgião Plástico e os Psiquiatra : aí mesmo, nesse ponto de Ser - no Beingness, na capacidade de se ver como Alguém que o paciente pode ou não ver afetada por uma cirurgia ou um medicamento com ação no Sistema Nervoso.Aí o profissional que cuida do mundo interno pode ajudar, ou ser ajudado, pelo profissional que cuidará da estética, da beleza e do senso de Identidade e Autoestima do paciente. Vamos aprofundar esse tema em nossas próximas postagens.
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