Um grande filósofo/ensaísta que anda muito fora de moda foi Gaston Bachelard. Capaz de ser extremamente preciso em seus ensaios filosóficos e igualmente poético e suave em suas reflexões sobre a lentidão e o repouso. Dizia Bachelard que ele escrevia livros em Anima e Animus, ou seja, com a sua Psique feminina e masculina. Quem ler com atenção as mal tecladas linhas desse blog vai notar essa alternância de posições. Com uma tendência maior a escrever em Animus, textos mais analíticos e com alguma posição a se tomar. Se usarmos uma leitura política, podemos achar que esse blog é linha de expressão da mais pura ideologia coxinha, quando aponta os delírios anos 70 da escumalha bolivariana que tomou conta da esquerda da América Latina, também alcunhada de América Latrina por alguns. Vazou um vídeo da senadora Gleisi Hoffmann (cujo marido é acusado de desviar centenas de milhões de reais de créditos consignados de velhinhos), antevendo a nauseante pantomima na votação da reforma trabalhista que ela e suas colegas senadoras protagonizaram. A senadora tem feito uso abundante do jus esperneandis desde que ela e sua galerinha foram apeados do poder, sempre com resultados pífios, o que se repetiu nessa votação. Na gravação, ela desenha a sua estratégia de obstrução da votação e radicalização da tensão social, com aprofundamento da crise econômica e do desemprego para levar a um cenário de convulsão social. Isso é tão Che Guevara, não é mesmo, qual é o próximo passo, treinar uma guerrilha no Araguaia? Vamos continuar com a fantasia de um senhor do século XIX que nunca ganhou um tostão com seu trabalho e dizia que o Capitalismo só terminaria com a Luta (ou a Guerra) de classes? Que coisa mais moderna e lúcida. Com excelentes resultados, diga-se.
Em outros posts, o autor parece tomar o lado dos trabalhadores, com os abusos e as perversões do Capitalismo. Estamos caminhando, nesse hipercapitalismo, para uma linha de rompimento do tecido psíquico do mundo: todo mundo querendo consumir ou realizar seu sonho de consumo, as empresas querendo vender mais e reduzir custos, aumentando lucros, está levando o planeta à asfixia. Na China que os sistemas se uniram à perfeição: trabalho semi escravo e trabalhadores anencéfalicos do Comunismo e hiperprodução/consumo/desastre ecológico do Capitalismo. Estamos ferrados pelos dois lados, pela esquerda bolivariana arcaica e pelos lobos famintos da direita, que perpetuam a miséria e o atraso?
No Matrix, o personagem principal, Neo, é colocado diante de duas pílulas coloridas: com uma ele pode viver a sua vida em sono profundo, trabalhando e produzindo para sua energia ser sugada pela Matrix, uma rede de máquinas infinitas que se alimenta da energia, criatividade e esperança humana ( As grandes corporações e os conglomerados econômicos e de mídia?) Pode, por outro lado, tomar outra pílula e enfrentar esse sistema, para devolver às pessoas o direito à Consciência. Quem se lembra desse filme sabe qual foi a escolha de Neo.
Vivemos nesse mundo em que a Matrix é disputada pelos discursos dos perversos de plantão, de um ou de outro lado do escopo do discurso político: o objetivo é a dominação do espaço em que as pessoas estacionam seu Sistema de Crenças, de preferência com uma passividade bovina. Convivemos com a tentativa de apropriação do Estado pela escumalha petista por treze anos. A derrocada dos obesos e empanturrados peemedebistas e tucanos deixa um vácuo perigoso de poder e de discurso, propício a novos “salvadores” e aventureiros tipo Collor. Ou Bolsonaro.
Como dizia Renato Russo “há tempos, nem os santos/ tem ao certo a medida da maldade/ e há tempos são os jovens que adoecem”. Perdemos a noção do tamanho da maldade e os jovens desejam sair desse país, como o poeta percebeu.
Tomar a pílula da Consciência ou da Realidade significa continuar apontando a Sombra dos Sistemas que buscam, à esquerda e à direita, subtrair das pessoas sua capacidade de percepção e reflexão. Em tempos de um novo fascismo, o das redes sociais, a fuga para discursos binários e para o ódio gratuito também tem sido discutido nesses posts.
O partido que se toma nesses escritos é o da Consciência, em tempos que o discurso político disputa o primado da ignorância e da estupidez.
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domingo, 16 de julho de 2017
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Vale das Sombras
Lembro de um episódio de um seriado americano, tipo Law and Order, onde um terapeuta ensinava aos seus pacientes um mantra para os momentos de aflição e desespero: “Eu sou a Rocha no meio da tempestade. Eu sou a Rocha que resiste ao mar”. No episódio o tal do terapeuta acabava sendo o psicopata que se aproveitava de sua ascendência sobre adolescentes perturbados e perdidos no meio da tempestade para abusar, de várias formas, de sua confiança, aumentando a sensação perigosa de que nada faz sentido para esses pacientes. O terapeuta era ruim, mas o mantra, não.
Ninguém descobriu onde fica o Ego em nossa Neurociência. O lugar mais próximo é o Cortex Pré Frontal, onde somos capazes de planejar, executar e corrigir erros em nossos planos futuros. Jung descreveu que a nossa Consciência se amplia em meio a uma fabulosa tensão de tendências opostas. A santidade e o pecado lutando diariamente dentro de nosso corpo e alma. Talvez a Neurociência tenha descoberto uma das sedes dessa tensão eterna: os Hemisférios Cerebrais. O Esquerdo cuida de nosso mundo linear, lógico, baseado em nossos sentidos e racionalidade. Quando algo acontece que subverte ou desafia essa visão racional, esse lado tende a simplesmente ignorar o que não se encaixa. Não precisamos ir muito longe para perceber este comportamento na Ciência, que ignora ou desmerece todos os fenômenos que não se encaixam em sua visão materialista do mundo.
O Hemisfério Direito responde por uma visão não linear, sintética e intuitiva do mundo. Está constantemente criando novas visões ou percepções não lógicas que existem em estado de tensão com a visão linear e sequencial do outro lado. Quando o equilíbrio entre esses lados se rompe, a capacidade do Ego de organizar a sua experiência interna e externa acaba se dissolvendo. A sensação é de que o mundo está desmoronando, num imenso terremoto interior. Quem olha de fora não consegue entender, pois nada aparentemente está acontecendo e, ainda assim, a mente da pessoa está derretendo na sua frente. Lembro de um caso antigo, onde o paciente sentia que estava possuído por uma sensação maligna e queria se matar para não ser tomado por essa presença. Era como se um hemisfério se sentisse invadido pelo outro, perdendo a capacidade de modular os próprios afetos e pensamentos, e tudo vira medo. Em alguns casos, o medo vira terror.
Jung chamou de Self o centro organizador que, acima do Ego, mantém a integridade dessa Psique que parece se esfarelar no meio dos sintomas. Penso no Salmo 23 “Mesmo que eu ande no Vale das Sombras e da Morte, nada temerei pois sei que estás ao meu lado”. Longe de mim psicologizar a Bíblia, mas este salmo é particularmente belo para descrever os momentos de medo, incerteza e desequilíbrio que uma pessoa pode atravessar em sua vida e a sensação protetora e apaziguadora que este centro pode trazer, ajudando na travessia. Essa capacidade organizadora vem da união dos hemisférios opostos? A criação de um plano lógico junto com a força de nosso afeto cria uma força interna para atravessar o Vale das Sombras? Este vale está dentro das áreas que processam o medo e o terror, em nosso Cérebro Profundo?
O mantra do terapeuta maluco do Law and Order funciona desta forma: identificando o Ego com esta rocha que resiste à tempestade de medos que temos em nosso mundo interno. Uma escritora brincou que seus pensamentos são uma área perigosa da cidade, onde ela não gosta de andar sozinha. Muito já escrevi neste blog sobre os pensamentos circulares, reverberantes, que ganham vida dentro de alguns quadros psiquiátricos até que a pessoa não consegue, simplesmente, parar de ser engolido pela tempestade desses pensamentos, que escalam em espiral. A imagem da Rocha no meio da tempestade dá um sentido de orientação no meio da bagunça. Cria um novo centro, onde a pessoa pode se agarrar e esperar pelo fim das marés de medo.
Há muito eu percebi que os verdadeiros curadores são aqueles que acreditam que a tempestade vai passar e a rocha vai, mais uma vez, resistir.
Ninguém descobriu onde fica o Ego em nossa Neurociência. O lugar mais próximo é o Cortex Pré Frontal, onde somos capazes de planejar, executar e corrigir erros em nossos planos futuros. Jung descreveu que a nossa Consciência se amplia em meio a uma fabulosa tensão de tendências opostas. A santidade e o pecado lutando diariamente dentro de nosso corpo e alma. Talvez a Neurociência tenha descoberto uma das sedes dessa tensão eterna: os Hemisférios Cerebrais. O Esquerdo cuida de nosso mundo linear, lógico, baseado em nossos sentidos e racionalidade. Quando algo acontece que subverte ou desafia essa visão racional, esse lado tende a simplesmente ignorar o que não se encaixa. Não precisamos ir muito longe para perceber este comportamento na Ciência, que ignora ou desmerece todos os fenômenos que não se encaixam em sua visão materialista do mundo.
O Hemisfério Direito responde por uma visão não linear, sintética e intuitiva do mundo. Está constantemente criando novas visões ou percepções não lógicas que existem em estado de tensão com a visão linear e sequencial do outro lado. Quando o equilíbrio entre esses lados se rompe, a capacidade do Ego de organizar a sua experiência interna e externa acaba se dissolvendo. A sensação é de que o mundo está desmoronando, num imenso terremoto interior. Quem olha de fora não consegue entender, pois nada aparentemente está acontecendo e, ainda assim, a mente da pessoa está derretendo na sua frente. Lembro de um caso antigo, onde o paciente sentia que estava possuído por uma sensação maligna e queria se matar para não ser tomado por essa presença. Era como se um hemisfério se sentisse invadido pelo outro, perdendo a capacidade de modular os próprios afetos e pensamentos, e tudo vira medo. Em alguns casos, o medo vira terror.
Jung chamou de Self o centro organizador que, acima do Ego, mantém a integridade dessa Psique que parece se esfarelar no meio dos sintomas. Penso no Salmo 23 “Mesmo que eu ande no Vale das Sombras e da Morte, nada temerei pois sei que estás ao meu lado”. Longe de mim psicologizar a Bíblia, mas este salmo é particularmente belo para descrever os momentos de medo, incerteza e desequilíbrio que uma pessoa pode atravessar em sua vida e a sensação protetora e apaziguadora que este centro pode trazer, ajudando na travessia. Essa capacidade organizadora vem da união dos hemisférios opostos? A criação de um plano lógico junto com a força de nosso afeto cria uma força interna para atravessar o Vale das Sombras? Este vale está dentro das áreas que processam o medo e o terror, em nosso Cérebro Profundo?
O mantra do terapeuta maluco do Law and Order funciona desta forma: identificando o Ego com esta rocha que resiste à tempestade de medos que temos em nosso mundo interno. Uma escritora brincou que seus pensamentos são uma área perigosa da cidade, onde ela não gosta de andar sozinha. Muito já escrevi neste blog sobre os pensamentos circulares, reverberantes, que ganham vida dentro de alguns quadros psiquiátricos até que a pessoa não consegue, simplesmente, parar de ser engolido pela tempestade desses pensamentos, que escalam em espiral. A imagem da Rocha no meio da tempestade dá um sentido de orientação no meio da bagunça. Cria um novo centro, onde a pessoa pode se agarrar e esperar pelo fim das marés de medo.
Há muito eu percebi que os verdadeiros curadores são aqueles que acreditam que a tempestade vai passar e a rocha vai, mais uma vez, resistir.
domingo, 6 de dezembro de 2015
No Meio da Luz e Sombra
O príncipe Sidharta, que viria a ser o Buda, conheceu os extremos da vida: da extrema opulência e riqueza de um príncipe para anos de meditação e rigor da vida ascética, vivendo na floresta comendo raízes e gafanhotos. Estava à beira do rio e ouviu um mestre orientando o aluno sobre a melhor afinação de uma corda, como de um violão: se ela ficar muito solta, não consegue produzir o som. Se estiver muito tensa, pode se romper. Para a adequada afinação, é muito importante o equilíbrio entre as duas polaridades. Sidharta atingiu imediatamente a iluminação, depois de anos de sofrimento e privação. Para atingir a Iluminação, são inúteis tanto o Sofrimento gerado pelo Rigor, quanto o Prazer dos sentidos e a excessiva indulgência. Estava descoberto o Caminho do Meio, o verdadeiro Caminho.
Para Jung, a imagem do Cristo na Cruz representa a Tensão de Opostos, a via crucis de nosso desenvolvimento. O formato da cruz representa a tensão eterna entre a espiritualidade que aponta para cima, e as necessidades humanas, que são paralelas ao chão. Como diria a música do Paralamas: “O Homem traz em si a Santidade e o Pecado/Lutando no seu íntimo/Sem que nenhum dos dois prevaleça”. Vivemos a Tensão eterna entre as necessidades de nossa vida consciente e a criação de uma vida interior; o Visível versus Invisível.
Já falei nos posts anteriores sobre a Função Transcendente. Ela se dá após um período em que a tensão parece infinita e sem saída. O choque de opostos também pode causar a Função Transcendente. É a tal Luta de Classes de Marx. Recentemente vimos em São Paulo uma tensão de opostos daquelas: o governo propôs uma reforma administrativa na Educação que fecharia escolas ociosas e separaria alunos do Ensino Fundamental e Médio. Os alunos e as famílias reagiram, com apoio das associações de professores e partidos de oposição. Andar em São Paulo virou uma aventura nestas semanas, com bloqueio de vias em pontos cruciais, parando a cidade. Barricadas de carteiras e cadeiras. E bombas de gás pimenta encima de crianças. Levou a pior o governador Alckmin, que viu a sua popularidade despencar e recuou. Mas as semanas de atrito levantaram questões de ambos os lados: se os alunos e os professores amam tanto as suas escolas e são capazes de tal mobilização, por que as notas de nossas escolas nos exames nacionais são tão vergonhosas? Se São Paulo investe mais do que qualquer estado da União, como que se pode melhorar os índices e as notas? A Associação dos Professores, que tem dinheiro para pagar propagandas em horário nobre, tem algo melhor a propor do que mais verbas para a Educação? As fragilidades de ambos os lados foram expostas: o governo com sua face autoritária e estúpida e o sistema da educação estadual, que tem escolas ociosas porque, quem pode, coloca o filho em qualquer lugar que não uma Escola Estadual, com honrosíssimas exceções. A Função Transcendente seria um pacto envolvendo todos para melhorar a educação, com os pais entrando no jogo. Ocupar as escolas não basta. Precisa ocupar os espaços vazios da aprendizagem.
Em nossa vida psíquica, os opostos se chocam e se alternam, como um movimento pendular. Alternamos períodos de otimismo e projetos ambiciosas com encolhimentos e medos quando as coisas não saem tão bem. Mas o método de tentar a síntese após choques violentos de polaridades, esse é um método estranho de resolver as coisas. O processo de Desenvolvimento implica numa desmontagem do Ego. Por que será que sentimos uma discreta (ou não tão discreta) satisfação quando vemos um banqueiro que se achava intocável e poderoso de camiseta num presídio comum? Vingança de pobre? Também, mas ele representa o Ego todo poderoso que é, abruptamente, reduzido à sua pequenez humana. A lei que, esta sim , vale para todos: ganhe Consciência ou fique preso nas suas Neuroses.
O Caminho do Meio foi descoberto há tanto tempo e é tão melhor que o choque de opostos. Jung teve muito trabalho com o Mito Cristão e a Alquimia para pesquisar sobre isso. Para nós que sucedemos a sua busca, mais de cinquenta anos após a sua morte, ainda trabalhamos com as pessoas na via crucis de suas dores e tensões de crescimento. Mas vamos encontrar o caminho, bem no meio das luz e da sombra.
Para Jung, a imagem do Cristo na Cruz representa a Tensão de Opostos, a via crucis de nosso desenvolvimento. O formato da cruz representa a tensão eterna entre a espiritualidade que aponta para cima, e as necessidades humanas, que são paralelas ao chão. Como diria a música do Paralamas: “O Homem traz em si a Santidade e o Pecado/Lutando no seu íntimo/Sem que nenhum dos dois prevaleça”. Vivemos a Tensão eterna entre as necessidades de nossa vida consciente e a criação de uma vida interior; o Visível versus Invisível.
Já falei nos posts anteriores sobre a Função Transcendente. Ela se dá após um período em que a tensão parece infinita e sem saída. O choque de opostos também pode causar a Função Transcendente. É a tal Luta de Classes de Marx. Recentemente vimos em São Paulo uma tensão de opostos daquelas: o governo propôs uma reforma administrativa na Educação que fecharia escolas ociosas e separaria alunos do Ensino Fundamental e Médio. Os alunos e as famílias reagiram, com apoio das associações de professores e partidos de oposição. Andar em São Paulo virou uma aventura nestas semanas, com bloqueio de vias em pontos cruciais, parando a cidade. Barricadas de carteiras e cadeiras. E bombas de gás pimenta encima de crianças. Levou a pior o governador Alckmin, que viu a sua popularidade despencar e recuou. Mas as semanas de atrito levantaram questões de ambos os lados: se os alunos e os professores amam tanto as suas escolas e são capazes de tal mobilização, por que as notas de nossas escolas nos exames nacionais são tão vergonhosas? Se São Paulo investe mais do que qualquer estado da União, como que se pode melhorar os índices e as notas? A Associação dos Professores, que tem dinheiro para pagar propagandas em horário nobre, tem algo melhor a propor do que mais verbas para a Educação? As fragilidades de ambos os lados foram expostas: o governo com sua face autoritária e estúpida e o sistema da educação estadual, que tem escolas ociosas porque, quem pode, coloca o filho em qualquer lugar que não uma Escola Estadual, com honrosíssimas exceções. A Função Transcendente seria um pacto envolvendo todos para melhorar a educação, com os pais entrando no jogo. Ocupar as escolas não basta. Precisa ocupar os espaços vazios da aprendizagem.
Em nossa vida psíquica, os opostos se chocam e se alternam, como um movimento pendular. Alternamos períodos de otimismo e projetos ambiciosas com encolhimentos e medos quando as coisas não saem tão bem. Mas o método de tentar a síntese após choques violentos de polaridades, esse é um método estranho de resolver as coisas. O processo de Desenvolvimento implica numa desmontagem do Ego. Por que será que sentimos uma discreta (ou não tão discreta) satisfação quando vemos um banqueiro que se achava intocável e poderoso de camiseta num presídio comum? Vingança de pobre? Também, mas ele representa o Ego todo poderoso que é, abruptamente, reduzido à sua pequenez humana. A lei que, esta sim , vale para todos: ganhe Consciência ou fique preso nas suas Neuroses.
O Caminho do Meio foi descoberto há tanto tempo e é tão melhor que o choque de opostos. Jung teve muito trabalho com o Mito Cristão e a Alquimia para pesquisar sobre isso. Para nós que sucedemos a sua busca, mais de cinquenta anos após a sua morte, ainda trabalhamos com as pessoas na via crucis de suas dores e tensões de crescimento. Mas vamos encontrar o caminho, bem no meio das luz e da sombra.
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